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isabelle.

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(no subject) [Aug. 8th, 2008|06:55 pm]
O maior conforto é que a verdade sempre aparece, não importa como, quando, onde nem porquê, mas ela sempre chega, e quando chega, chega completa.
:)
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(no subject) [Jun. 7th, 2007|05:29 am]

Quero minhas vísceras torcidas, minha intensidade louca que me faz ser eu de volta, porque eu ando fugindo de mim, e sem saber que estou correndo nesse corredor sombrio que agora não mais me assusta.
Preciso de todas as sensações que me faziam intensa, que se intensificavam em mim e me deixavam estática com aquele nó na garganta que eu não conseguia nem cuspir nem engolir e ficava me tomando o corpo penetrando-me de um vazio incurável que me fazia ficar horas a observar o teto sem conseguir distinguir sentimentos ou qualquer outra coisa que me fizesse pulsar mais do que aquelas batidas ritmadas que eu não conseguia controlar.
Aquela vontade de rastejar no chão só pra sentir como seria estar por baixo, nos pés, na lama que o caos tornou da vida.
Aquilo indecifrável que eu tentava escutar com ouvidos atentos e não funcionava, nunca, nada funcionava, e era angustiante. E eu preciso daquela angustia que pelo menos me fazia sentir minha, e eu possuía, possuía todos os sentimentos mais inoportunos que eu podia ter, mas eram meus, meus, tudo meu e eu preciso ter algo que possa sufocar nem que seja eu mesma me sufocando, mas sei que sou eu.
Que estou ali vivendo a minha vida e sentindo o chão incomodar meus pés por estar descalça, e sentir o vento se tornar áspero sobre minha pele torrada do sol que eu não protegia.
Eu, chorando escondida ao olhar pela janela e ver que eu não estava ali na minha projeção, não era eu quem estava segurando aquelas latinhas que via, nem eu que estava ali rindo e ouvindo uma musica qualquer em companhias também indefinidas.
E eu sinto falta da minha janela que me fazia sumir no mundo por não me sentir nele, mas me sentir em mim e chorar por estar sozinha e ser sozinha.
Eu quero minhas lagrimas imbecis de volta, quero as gotas escorrendo pelo meu rosto e eu sentindo o sabor meio salgado que chegava na minha boca.
E não eram as amarguras que se desprendiam nos prantos, era a falta de qualquer coisa que me preenchesse, e agora, eu, cheia, sinto falta do vazio.
Sinto falta de nada no nada sem obstáculos, de olhar o vento e ver que eu estava ali, apenas o observando enquanto tudo acontecia ao meu redor.
Ser a expectadora e narradora daquilo que nem minha vida era porque não estava sendo vivida, e eu contava, contava historias a mim mesma dizendo como aquilo funcionava, como eu devia ou queria funcionar. Hoje estou no turbilhão de falta de nada, tudo está tão escasso pela sobra do que ocorre, e as ações me atormentam mais, mas eu não me sinto atormentada.
Estou no morno em que vivo pela comodidade de não precisar trocar as formas. Não o morno sem fatos que se destacarão pela excentricidade ou qualquer outra coisa que possa ser chamada de experiência valiosa, mas algo no meio termo entre o nada e o tudo, e não se sentir completo nem vazio.
E é confortável à medida que não preciso me mexer para deixar o dia fluir no seu curso certo, mas não me vejo mais com aquela depressão infundada que me dilacerava por inteiro e me fazia percorrer os labirintos que eu criava em mim para me tornar um pouco mais interessante, já que nada além de mim mesma me restava em meu quarto vazio e escuro. E eu gostava de brincar de errar de caminho, só para ter que voltar ao início e começar de novo, e errar de novo, para não ter fim nunca mesmo sabendo exatamente como fazer para achar a saída.
Eu quero ver vida alheia e sorrisos falsos, risadas cômodas e confortáveis debaixo da minha carga gigante de todos os sentimentos que conseguia juntar.
E eu catava, pegava todos que encontrava no meu caminho e juntava no meu cesto especial que me fazia ser aquilo que nem eu sabia projetar mesmo com os espelhos me refletindo.
Era tão legal brincar de ser qualquer um que quisesse e poder sentir escolhendo a dedo pelas etiquetas que eu fabricava e deixava tudo nas prateleiras do meu quarto que sorriam pra mim, implorando para serem usados.
Quero o alheio para me sentir em mim, saber que tudo ocorre fora de um perímetro que sem querer demarquei ao meu redor como sendo do meu território.
Chorar por desejar estar em qualquer lugar que não seja minha cama, que me engole e engloba tudo o que eu me deixava carregar nas extremidades de meus braços cansados de suportar meu peso.
Eu, de ponta cabeça, apenas para exaurir ao máximo minhas forças e conseguir descansar sem os tormentos que me eram acometidos.
Preciso daquele turbilhão que eu mergulhava apenas para me sentir nadando em qualquer lugar que não fosse ali, e quando estivesse em outro, querer estar em outro, e assim se seguia sempre querendo qualquer outra coisa que não estivesse ao meu alcance.
Doloroso e fácil manter a rotina diária de se sentir em si mesma perdida e procurando qualquer alguém vazio que pudesse entender e completar a lacuna que faltava e ocupar aquela posição vaga que se deixava ficar assim por seletividade demasiada.
Sinto falta mesmo de desejar alguém pra ter na vida com tanta intensidade que chegava a se tornar quase uma utopia.
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(no subject) [Nov. 22nd, 2006|05:54 pm]
"the area dividing the brain and the soul
is affected in many ways by
experience-
some lose all mind and become soul:
insane.
some lose all soul and become mind:
intellectual.
some lose both and become:
accepted."
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(no subject) [Nov. 22nd, 2006|05:53 pm]

"alone with everybody

the flesh covers the bone
and they put a mind
in there and
sometimes a soul,
and the women break
vases against the walls
and the men drink too
much
and nobody finds the
one
but keep
looking
crawling in and out
of beds.
flesh covers
the bone and the
flesh searches
for more than
flesh.

there's no chance
at all:
we are all trapped
by a singular
fate.

nobody ever finds
the one.

the city dumps fill
the junkyards fill
the madhouses fill
the hospitals fill
the graveyards fill

nothing else
fills."
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(no subject) [Nov. 22nd, 2006|05:39 pm]

many people play this game so willingly
do I have to be like them, or be lonely?
love is no big truth
driven by our genes, we are simple selfish beings
a symphony that's you
joyously awaking the ignorant and sleeping
another view of what there is to it,
getting me through it
i'll never need it again, not again, not again...
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(no subject) [Nov. 28th, 2005|10:30 pm]
é...
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